O Thiago e o Porto colocaram em seus blogs umas músicas estranhas de bandas quase desconhecidas, mas a razão foi simples: despertar sentimento.
O meme é para saber qual música desperta seus sentimentos mais inexplicaveis, eu decidi escolher uma que desde minha juventude perdida ronda minha cabeça. Embora não seja de uma banda desconhecida, a música é, tanto que nem vídeo ao vivo dela existe no Youtube.
Escolhi “Maluca” da Cassia Eller ainda sem saber porque. A primeira vez que ouvi esta faixa no meio do álbum “Com você… o meu mundo ficaria completo” – que me introduziu a criatividade de Nando Reis, da também inexplicavel Cegos do Castelo), achei uma droga e de menininha, mas ouvi novamente para tentar entender. Em seguida achei sem sentido, e depois estranha, mas ainda na dúvida ouvi outras e outras e outras muitas vezes, experimentando a cada momento algo diferente, do caos a beleza.
Hoje, para mim, ainda não sei bem o que essa música representa, mas a letra toca pela beleza e simplicidade de algo que não se tem mais hoje em dia. Então só resta imaginar uma chuva de botões de rosas. =)
Nesta semana estava eu passeando com minha esposa pelas ruas de meu bairro olhando homens vestidos de “mulher”, velhas portadoras de enormes estrias com shortinhos minúsculos enfiados sabe-se lá onde e outras coisas bizarras, estranhas ou simplesmente normais para essa época do ano. Estamos no meio do carnaval, a alegre festa do homem livre.
Fico encucado com a cara de pau dos evangélicos de falarem tão mal dessa bela festa. As mais fáceis desculpas são de que é a “festa da carne”, que só tem “putaria” e as pessoas fazem o que quiser sem ter peso na consciência, mas cá entre nós, os evangélicos bem que queriam também fazer o que quiser sem ter peso na consciência, mas a culpa imputada pelos pecados é maior do que a cruz que os perdoou.
Aquele papo de ser “livre por estar em Jesus” é uma balela sem tamanho. Enquanto os “infiéis” estão lá rindo, pulando e se divertindo na festa, os evangélicos só reclamam dessa tal liberdade, mas o tempo todo dizendo que são livres. E não me venha dizer que carnaval “não é liberdade, é libertinagem”, que libertinagem é deixar uma emissora de TV chata pra caramba ou um pastor tão humano e pecador quanto você e eu tomar as rédias de sua vida dizendo o que é bom, o que pode e o que não pode como se fosse Deus, ao invés de mandar você falar com o Próprio Pai Celestial que com certeza sabe o que realmente é melhor para você.
O cristianismo evangélico é uma prisão e todos sabem disso e mais do que ser uma prisão gera bastante mentira. Se ser livre é ter que seguir um livro de regras, desculpe lhe informar mas estão te enganando. Não existe liberdade se existem regras a serem cumpridas. É claro que as regras são feitas “para o nosso bem” e que sem elas viveriamos em uma anarquia, mas mesmo assim estamos presos a ela e não livres como nos convencem a dizer.
A simplicidade do amor. A celebração a vida. Uma das mais belas músicas que já ouvi na vida.
Versão de Justin Timberlake e Matt Morris para Hallelujah, famosa música de Leonard Cohen que ganhou o mundo e os corações das pessoas na voz de Jeff Buckley e sua guitarra. A apresentação abaixo foi feita no Teleton feito em prol do Haiti, o Hope For Haiti Now que arrecadou até agora mais de 30 milhões de doláres para ajudar aquele povo que mal tinha bens, agora mal tem vida. É uma mensagem de esperança e fé.
Em meio a tanta música gospel chata, louvores e adorações programados e muita emoção sem nem um pingo de razão, ex a minha música preferida sobre relacionamento de uma pessoa com Jesus: Índios, publicada no álbum “Dois” do Legiao Urbana e composta por Renato Russo depois de tentar um suicídio.
Creio que essa música não foi escrita pensando em Jesus, mas creio que Jesus, em seus tempos terrenos, tenha pensando em muito do que ela diz. E é engraçado um pecador como Renato Russo ter pensamentos tão similares aos que Jesus poderia ter tido quando esteve aqui antes de comenter “suicídio”.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha
Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda
Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.
Sou jornalista e não analista de mídias sociais (na falta do que por no curriculo, ponha isso também), herege por maioria de votos. Sou casado, tenho uma filha e uma empresa. Sou interneteiro, problogger, vagabundo... me chame como quiser, trabalho na internet e ganho mais que você. Gosto de vários estilos de música e de escrever. Nasci, fui criado e moro no Rio de Janeiro, nunca fui assaltado, e nem assaltei. Sou um abençoado por Deus, mas não estou aqui para falar sobre Ele, o blog é meu e não Dele! Sou um pouco complexado porque na minha infância me acusaram de ter roubado pão na casa do João.