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Coisas para fazer em 2010

Posted by Renato Cavallera | Posted in Minhas Histórias, Vida | Posted on 06-01-2010

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Não liga para isso aqui não, é só para eu anotar e não perder. E também para ano que vem eu rever isso e reclamar que não realizei nada disso.

  1. Escrever um livro.
  2. Gravar uma música.
  3. Mobilhar minha casa de forma estranha.
  4. Ganhar mais ou fazer o Gospel+ ganhar e eu me dar bem com isso.
  5. Ler mais livros, de preferência bons.
  6. Me dedicar mais a pregação e missões urbanas.
  7. Fazer ou participar de um outro blog com algum assunto específico.
  8. Me envolver menos com podcasts.
  9. Mudar o dotGospel.com.
  10. Ser menos preguiçoso.
  11. Curtir ainda mais a família.
  12. Fazer um menage. Ops, é melhor não.
  13. Melhorar meu laptop da positivo, afinal é humilhante não pegar Fifa 2010 nele.
  14. Tentar ser mais social.
  15. Reclamar mais de pastores, cantores e do meio gospel.
  16. Tornar esse blog mais pessoal.
  17. Tentar não fechar esse blog.
  18. Parar de enrolar e terminar logo essa lista.
  19. Inventar mais coisas para por nessa lista.
  20. Cumprir pelo menos dois itens dessa lista.
  21. Se não cumprir pelo menos dois itens, ao menos ler a lista.
  22. Reclamar que o ano passou muito rápido.
  23. Fazer uma lista para 2011.
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Conto de Natal

Posted by Renato Cavallera | Posted in Arte, Literatura, Minhas Histórias | Posted on 22-12-2009

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José e seu “possante” Gol verde, ano 87, estão desesperados. No banco de trás uma mulher, uma Maria com uma criança prestes a nascer, está mais calma que o motorista, mas mesmo assim desesperada, afinal vai ser mãe e pela primeira vez.

A chuva cai forte e José corta os carros como se estivessem parados, nas curvas é um pé na embreagem e outro no acelerador, freio? Pra que serve isso? A sua frente há um hospital público, é lá o destino já que os particulares estavam todos fechados para as férias coletivas de fim de ano.

Um carro, um Astra, acabou de sair da frente do hospital, há uma vaga para estacionar o Gol, minúscula, mas há uma vaga! José não quer saber de nada, arranca em cima do pára-choque do carro da frente e em seguida bate no pára-choque do carro atrás, e enfim estaciona a quase um metro do calçada e exageradamente torto, mas numa altura dessas o que importa? José sai em desespero no meio da chuva forte, entra no hospital deixando sua esposa no carro, chega até o guichê da recepção e comunica à velha enfermeira:

- Minha esposa está prestes a ter um filho, chama o doutor! – diz José gritando, mesmo sem perceber isso.

- Desculpe senhor, não temos leitos e o único médico de plantão está descansando agora, afinal já vai dar meia noite!

- O que? Ela está tendo um filho e o cara está dormindo!?!? Eu pago imposto pra que? Preciso de um quarto! Agora!

- Senhor, me desculpe, mas nada posso fazer, o médico não se encontra no hospital, acabou de sair de carro, não sei quando volta.

- Então me dê um leito! Por favor!

- Todos estão ocupados, senhor. Hoje teve uma manifestação contra uma Conferência Política aqui na cidade, muitos manifestantes ficaram levemente feridos, mas ainda sim feridos, você não viu o jornal?

- Me dê por favor um lugar! Qualquer um! Minha mulher não pode ter um filho dentro de um carro… ainda mais esse filho… – diz ele abaixando a voz.

- Posso pedir para a enfermeira improvisar uma maca para ela na lavanderia, é meio sujo, mas…

- … tudo bem… não tem mais jeito mesmo… mas então ande, vou buscá-la!

José correu para buscá-la e junto com a única enfermeira no hospital a levou para lavanderia do sub solo, não há muita luz no lugar, aquela porcaria daquela lâmpada está queimada a mais de 3 meses! Só há a luz amarela da lâmpada que se encontra no fundo do local. O lugar cheira a roupa suja, também pudera, se não cheirasse seria estranho, mas era o que tinha no momento. Havia uma maca feita com as roupas já lavadas que esperava a futura mamãe e um cesto coberto por um pano de um amarelo bem sem graça que esperava o futuro recém nascido. A enfermeira saiu, afinal ela tem todo um setor para cuidar sozinha, pois alguns segundos antes do casal chegar o médico saiu de carro com a outra enfermeira em seu Astra preto semi-novo sabe-se lá Deus pra onde.

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A patricinha irritante da minha escola

Posted by Renato Cavallera | Posted in Minhas Histórias, Vida | Posted on 25-11-2009

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Nos meus tempos de adolescente eu não escondo de ninguém que fui um idiota rebelde: bebia de mais, não respeitava nada nem ninguém, não estava nem ai para os estudos e só queria saber de sexo, drogas e rock ‘n roll literalmente, assim consegui estar na lista dos piores alunos do colégio e bater alguns recordes de bagunça, mas isso é história para outro post…

Na minha turma no 3ª e último ano do segundo grau (ensino médio hoje), em um dos mais caros colégios técnicos da área, existia uma garota que para mim era pelo menos irritante. Joyce era uma garota animada, patricinha e com pais que pareciam fazer tudo para agradar ela. Passou o ano todo indo para a escola raras vezes, sempre com uma desculpa médica ou porque simplesmente estava com “dor de cabeça”. Quando ia ficava o tempo todo rindo e brincando, os outros alunos a amavam e ficavam parados ouvindo ela falando besteiras sobre o namorado rico dela e fofocas aleatórias.

Eu, como um bom roqueiro, odiava essa garota, afinal era uma patricinha enjoada, chata pra caramba que era amada por todos, mesmo sendo mais irresponsavel que eu. Quando eu soube que ela, com 19 anos, iria se casar ao fim do ano com o namorado dela, rodar o Brasil na Lua de Mel e ir morar em Brasília, eu imediatamente afirmei: “tá grávida!” Só isso explicaria uma patricinha carioca dizer que vai se casar com 19 anos, ainda mais porque se dizia evangélica.

Eu matava muita aula, mas ela faltava muito mais, dias seguidos, eu ficava indignado. Como uma garota patricinha poderia ser mais irresponsavel do que eu? Afinal eu sendo irresponsavel e querendo ser o pior aluno da sala, não podia ser superado por uma patricinha mimada.

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